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quarta-feira, 16 de novembro de 2016

CUSTEIO DA EDUCAÇÃO  NA FALA DO PRESIDENTE
Irm Antônio do Carmo Ferreira

Esse costume de comprar móveis, utensílios, veículos e tudo quanto mais se possa imaginar, para pagamento em “módicas prestações”, tem alimentado situações perversas e mais das vezes desesperadoras, a quantos  se valem desse sistema para satisfação de seus anseios de consumo.
É bem provável que nunca foram alertados para o fato de que ao comprarem  a prazo estão comprometendo rendas e salários de até o 24º mês à frente do momento da aquisição. E muitas vezes sem a certeza ou a garantia de que tais remunerações lhes estarão disponíveis no futuro comprometido.
Nessas “eras de descontinuidade”, em que no momento 12 milhões de brasileiros perderam seus empregos, e estão sem trabalho, confirma-se tal incerteza e se torna um risco comprometer rendas que provenham de salários futuros, de muitos  meses  à  frente. E muitos estão procedendo dessa maneira, atendendo ao aceno do cartão de crédito, parcelando o pagamento em várias prestações, o que encarece as compras com o pagamento do serviço do cartão e alimenta o risco e o constrangimento no amanhã.
É preciso repensar esse costume de gastar mais do que se ganha. E me reporto a este assunto, nesta oportunidade, diante do disse-não-disse político causado pela PEC 241, remetida pelo governo à Câmara, e já se encontra no Senado com o número 55, pretendendo estabelecer fortes mecanismos para limitar os gastos públicos.
Tem sido uma gritaria danada. Cada corporação  reclamando na defesa de seus interesses, sem lembrar do benefício ao todo. Gastar, gastar ... mas há recursos para tanto? “É preciso julgar, pra depois ...” deitar falação, ensina o cancioneiro popular.
De fato, nesses tempos de tanta insegurança, com a vida em risco em cada canto, não há como não exigir dos governantes reforço no custeio do setor ! Quando a nossa saúde, ela mesma, encontra-se hospitalizada, não se vê, sem tristeza, uma hipótese de freio nas despesas com ela!
E a educação e o ensino? Aí é que é “de fazer chorar”, como se freva no carnaval do Recife, falando-se da “quarta feira ingrata”, se se insinua uma limitação nos gastos desse setor, quando nos encontramos a reboque diante de nossas carências, perante a evolução das inovações e da tecnologia já conhecidas pelo resto do mundo!
A esperança ressalta, contudo, e  vem na palavra esclarecedora do próprio  Sr Presidente Temer, para quem “o limite de gastos instituído pela PEC é global. Não é um teto para a educação, um teto para a  saúde ... Nosso horizonte é prestigiar a saúde e a educação, é prestigiar o investimento”. Educação e Saúde teriam tratamento especial com inclusive alocação de mais recursos nos orçamentos que haverão de vir, quer dizer com valores maiores que os consignados em dispositivos dos anos anteriores. “Quando nós”, continua o Sr Presidente, “dizemos que ele será revisável a cada Orçamento, não significa que ele não pode ser além da inflação”. (Diário de Pernambuco, 14.10.16).
Recentemente, o ministro da educação, Sr Mendonça Filho, anunciou que um crédito suplementar de R$5 bilhões havia beneficiado o MEC e “servirá  para pagamento de pessoal e gastos com benefícios em universidades, hospitais universitários, institutos federais além de autarquias e fundações federais. Garantido um reajuste de 10,77% a professores e servidores da área técnica de universidades e institutos federais”. (Jornal do Comércio, 11.11.16). São gestos que fortalecem a crença.
Então vamos pedir ao Grande Arquiteto do Universo para que ilumine os nossos parlamentares, no sentido de que, ao apreciarem a matéria,  tornem exigente, e não falhe, a realidade a que se reporta o Presidente Temer em suas  explicações.



terça-feira, 8 de novembro de 2016

CARTA DE FLORIANÓPOLIS

XXIII ENCONTRO DE ESTUDOS E PESQUISAS MAÇÔNICAS
LOJA MAÇÔNICA FRATERNIDADE BRAZILEIRA DE ESTUDOS E
PESQUISAS

Aos quinze dias do mês de outubro de 2016, os Maçons, na busca do saber para o constante aperfeiçoamento pessoal e apri-moramento dos conhecimentos maçônicos, reuniram-se na Cidade de FLORIA-NÓPOLIS/SC, para a realização do XXIII Encontro de Estudos e Pesquisas Maçônicas, promovido pela Loja Maçônica Fraternidade Brazileira de Estudos e Pesquisas do oriente de Juiz de Fora/MG, com o apoio do Grande Oriente de Santa Catarina e do Grande Oriente de Minas Gerais, após ouvirem e debaterem sobre os temas: “COMO DEFINIR VOCAÇÃO MAÇÔNICA” e “A MAÇONARIA NAS REDES SOCIAIS” proclamam aos maçons espalhados pelos quatro cantos do Brasil, a síntese de seus trabalhos como contribuição ao fortale-cimento e engrandecimento da Maçonaria no Brasil.
 Para tanto, recomendam:
- Que as Lojas e Potências conceituem as características e habilidades necessárias para
os candidatos à Ordem, de maneira a proporcionar condições para despertar, pós-
iniciação, a vocação maçônica - fator preponderante para o comprometimento nos valores e princípios maçônicos.
- A participação pró-ativa dos maçons nos aspectos sociais de sua comunidade, desde que fundamentados nos valores da Ordem.
- Que as Potências e Lojas, estabeleçam um código de conduta para regular a participação dos maçons nas redes sociais.
- A constante instrução em Loja da função social da maçonaria, como Ciência, Filosofia,
Moral e Ética e, o seu consequente inter-relacionamento no ambiente virtual como fator de adaptação, renovação e evolução de seus propósitos.
- Que a simplicidade, como princípio basilar da Ordem, deve ser perseguida incessantemente pelos maçons.
- A prudência e o cuidado necessários ao trato e participação em manifestações e movimentos sociais que possam macular a Instituição, por atitudes e comportamentos
profanos ou midiáticos não condizentes com os princípios e valores da Ordem.
- O exercício da lógica e da razão em contraposição à emoção, para que o maçom não seja induzido ao erro comum, fator de discórdia, ignorância e intolerância no mundo atual, que impedem a manifestação da verdade.
Florianópolis/SC, 15 de outubro de 2016
Coord  do Encontro: Miguel Simão Neto

Relator: Antonio Campos Silva Junior
DESTINAÇÃO DA EDUCAÇÃO NO BRASIL
Irm Antônio do Carmo Ferreira

Quais os objetivos da educação no Brasil? Deseja-se, com essa indagação, remeter o leitor ao encontro de uma resposta, seguindo os caminhos indicados pelos constituintes de 1988 ao redigirem o artigo 205 de nossa Carta Magna. Nesse dispositivo da Constituição Federal, na parte final, encontrar-se-á o que se propõe alcançar com a educação em nosso País, antecipando que “por meio dela a pessoa transforma-se, cria valores, qualifica-se para o trabalho e exerce e instrumentaliza sua cidadania”.

CF – Art.205: A educação, direito de todos e dever do Estado e da Família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando o pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”.

Então quero entender, como entenderam os constituintes de 88, que o ensino  deve contemplar não somente a qualidade, da qual estamos por demais carentes, mas também a formação profissional, sendo ofertada, e até me parece ocioso dizer,  conforme exijam os projetos de desenvolvimento em curso.
Há uma insistente reclamação do empresariado a respeito da escassez de mão de obra técnica para as atividades industriais, o que o tem levado, na busca para suprir essa demanda, à realização de cursos de curta duração na própria empresa, o que decerto não se compara, e todos hão de convir, com uma habilitação no centro escolar.
Daí a necessidade que se tem das escolas, muitas escolas,  em que o ensino médio seja ministrado em tempo integral e com destinação profissionalizante, como aliás inspira a própria Constituição.
À medida que o tempo passa, e nem precisa de esforço para entender, o desempenho do trabalho vai ficando mais exigente, requerendo dos que a ele se dedicam um preparo técnico da melhor qualificação, habilitações aliás que os tempos modernos, e vindouros, totalmente voltados para a inovação e  para a tecnologia estão revelando, o que inclui não só o processo criativo, mas também o manejo de máquinas e robôs que teimam em substituir a mão de obra, e dos quais a competitividade empresarial não poderá fugir.
É necessário saber-se que, na Europa, os gestores do  ensino médio destinam cerca de 40% das vagas para os que desejam fazer curso técnico. No Brasil, comenta-se que não passam de 8% as vagas oferecidas com a mesma destinação.
Registro, embora com tristeza, que há três anos as estatísticas gritavam serem necessários 3 trabalhadores brasileiros para  produzir o mesmo que um sul-coreano; 4 brasileiros para um alemão; e 5 brasileiros para um norte-americano.
(Diário de Pernambuco, edição de 20 de outubro de 2013).
Então entendemos acertada essa medida governamental de reorganizar a grade de opções no ensino médio, para incluir mais oferta de vagas destinadas à formação técnica com o aumento do número de escolas de tempo integral para o atendimento  a esse objetivo.