terça-feira, 18 de julho de 2017

Hoje é o dia em que comemoramos o aniversário do GOIPE/COMAB, que está completando 44 anos de muitas lutas, conquistas, vitórias, muitos trabalhos realizados e muitos objetivos ainda para serem alcançados. Que essa querida potência maçônica seja sempre acolhedora e que continue no caminho da harmonia entre os irmãos.




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segunda-feira, 17 de julho de 2017

O PADRE, A MENINA E O POETA
Irm Antônio do Carmo Ferreira



O padre Antônio Vieira, do século XVII, ganhou largos espaços na história, especialmente, por seus lindos discursos, através dos quais divulgava os ensinamentos da Igreja e empolgava, do púlpito, a quantos o ouviam. Foi, como se diz em nossos dias, “um campeão de audiência”.
Fácil de se constatar essa apreciação com a leitura de seu livro Os Sermões. Mas o jesuíta, político, pregador e escritor, nascido em Lisboa (1608) e que veio a falecer em Salvador/BA (1697), entendia que a palavra era um bom veículo para o ensino daquilo que doutrinava, porém de maior eficácia, para isto, lhe parecia o exemplo: o melhor de todos os sermões; o que mais deixaria marcas não apagáveis na memória. Em síntese:  o padre Vieira deixou ensinado que o melhor de todos os sermões será sempre o exemplo.
Consagrada, recentemente, essa sua afirmação. Quando uma foto da menina Rivânia, da Mata Sul de Pernambuco, com uma mochila de livros , era vista por muitas centenas de milhares de pessoas em todo o mundo.
Chovia muito e as águas enchiam os rios que transbordavam e invadiam as casas ribeirinhas, deixando muitos e incontáveis desabrigados. As famílias perderam seus pertences. Patrimônio que construíram ao longo da vida, não só o que era  de uso pessoal, mas também os de negócio, pois muitos dos que as águas alcançaram, viviam do comércio e suas casas comerciais foram atingidas.
A menina Rivânia foi alertada pela avó. Ela deveria sair de sua casa, o mais rápido possível. E como o tempo lhe era muito curto, pegasse o que achava mais importante. Rivânia foi vista numa  jangada, com uma mochila contendo livros. Não continha roupas, nem calçados, nem comidas, nem brinquedos. Continha livros, porque, indagada sobre isto, disse ela que nos livros estava o seu futuro, estava a garantia de seu amanhã, melhor que o hoje de tantas dificuldades como as que estava sofrendo.
A foto que ainda está circulando pelo mundo, daquela menina salvando livros, decerto será um exemplo para muitas gerações. Um sermão sem palavras.  Uma tatuagem no corpo da lembrança que mais tinta ficará com o passar do tempo, porque é um sermão pelo exemplo.
Essa crença no milagre que o livro opera, mediante a leitura, tem feito de Rivânia, uma pessoa admirada, uma mensageira. Um chamamento à leitura, ao livro, à educação. Jornais impressos e da televisão têm mostrado “a menina que salvava livros da cheia”, para que a sua geração e as próximas mirem-se em seu exemplo.

O poeta Castro Alves cha-maria Rivânia de bendita menina. Pois para ele, escrevendo o poema O livro e a América, “Bendito (é) quem salva o futuro”.

terça-feira, 27 de junho de 2017

video

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O PADRE, A MENINA E O POETA
Irm Antônio do Carmo Ferreira


O padre Antônio Vieira, do século XVII, ganhou largos espaços na história, especialmente, por seus lindos discursos, através dos quais divulgava os ensinamentos da Igreja e empolgava, do púlpito, a quantos o ouviam. Foi, como se diz em nossos dias, “um campeão de audiência”.
Fácil de se constatar essa apreciação com a leitura de seu livro Os Sermões. Mas o jesuíta, político, pregador e escritor, nascido em Lisboa (1608) e que veio a falecer em Salvador/BA (1697), entendia que a palavra era um bom veículo para o ensino daquilo que doutrinava, porém de maior eficácia, para isto, lhe parecia o exemplo: o melhor de todos os sermões; o que mais deixaria marcas não apagáveis na memória.
Consagrada, recentemente, essa sua afirmação, quando uma foto da menina Rivânia, da Mata Sul de Pernambuco, com uma mochila de livros , era vista por muitas centenas de milhares de pessoas em todo o mundo.
Chovia muito e as águas enchiam os rios que transbordavam e invadiam as casas ribeirinhas, deixando muitos e incontáveis desabrigados. As famílias perderam seus pertences. Patrimônio que construíram ao longo da vida, não só o que era  de uso pessoal, mas também os de negócio, pois muitos dos que as águas alcançaram, viviam
do comércio e suas casas comerciais
foram atingidas.
  
A menina Rivânia foi alertada pela avó. Ela deveria sair de sua casa, o mais rápido possível. E como o tempo lhe era muito curto, pegasse o que achava mais importante. Rivânia foi vista numa  jangada, com uma mochila contendo livros. Não continha roupas, nem calçados, nem comidas, nem brinquedos. Continha livros, porque, indagada sobre isto, disse ela que nos livros estava o seu futuro, estava a garantia de seu amanhã, melhor que o hoje de tantas dificuldades como as que estava sofrendo.
A foto que ainda está circulando pelo mundo, daquela menina salvando livros, decerto será um exemplo para muitas gerações. Um sermão sem palavras.  Uma tatuagem no corpo da lembrança que mais tinta ficará com o passar do tempo, porque é um sermão pelo exemplo.
Essa crença no milagre que o livro opera, mediante a leitura, tem feito de Rivânia, uma pessoa admirada, uma mensageira. Um chamamento à leitura, ao livro, à educação. Jornais impressos e da televisão têm mostrado “a menina que salvava livros da cheia”, para que a sua geração e as próximas mirem-se em seu exemplo.

O poeta Castro Alves chamaria Rivânia de bendita menina. Pois para ele, escrevendo o poema O livro e a América, “Bendito (é) quem salva o futuro”.

Hoje é o dia em que comemoramos o aniversário do GOIPE/COMAB, que está completando 44 anos de muitas lutas, conquistas, vitórias, muitos tr...