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terça-feira, 24 de maio de 2016


ORIGENS DO PENSAMENTO OCIDENTAL
Irm Luiz Carlos Bedran (*)


O pensamento ocidental, este ao qual nos sujeitamos, ao qual ainda estamos subordinados e somos influenciados até hoje, desde que os romanos assimilaram dos gregos a sua filosofia e a sua cultura e as expandiram através de guerras de conquistas, originou-se da Grécia e atingiu seu ponto culminante há 2500 anos na Atenas de Péricles.
Entretanto, é de se perguntar se a Grécia é considerada o berço do pensamento ocidental ou então como os gregos chegaram a desenvolvê-lo. Quais suas origens?
Duas correntes tentam responder a essa questão. A primeira, a dos orientalistas, imagina que os gregos adquiriram das antigas civilizações orientais o conhecimento para desenvolver sua filosofia; a segunda, a dos ocidentalistas, diz que ela teve vida própria e sua origem deu-se na própria Grécia.
Entretanto, já não dúvidas de que os gregos assimilaram dos orientais, dos hebreus, egípcios, babilônios, hindus e dos fenícios conhecimentos científicos e até mesmo os religiosos. Assim como a geometria e a aritmética teriam nascido no Egito, a astronomia entre os babilônios e esses conhecimentos terem funções práticas e utilitárias, tinham também conteúdo nitidamente religioso e era privilégio da casta sacerdotal dominante.
Mas isso não significa, porém, que os gregos não foram originais na filosofia e na investigação científica, mesmo porque, além da cultura grega não ter sido privilégio da classe dominante, era conseqüência  de uma investigação racional, não religiosa.
Na verdade, a cultura antiga oriental foi assimilada pelos filósofos gregos desde os pré-socráticos com a criação dos mitos, com a invenção de uma divindade única, de uma origem do mundo, pela idéia de um espírito inteligente, da luta entre os contrários (luz x trevas, por ex.), da idéia de um corpo mortal e de uma alma imortal. E que eram concepções dos orientais, mas que os gregos as transformaram tanto que se pode afirmar que eles foram originais, na filosofia e na ciência.
É chamado de “milagre grego”. Se os orientais buscavam nos conhecimentos matemáticos astronômicos e aritméticos por praticidade, os gregos os transformaram em ciências matemáticas e na astronomia. Além disso, os gregos foram os inventores da política, no sentido da administração da pólis, da cidade,  onde todos dela participavam, inclusive leigos e não apenas grupos fechados religiosos como nas civilizações orientais.
Alguns autores também entendem que a filosofia grega originou-se do mito, ou seja, das religiões. Entretanto os gregos romperam com os mitos por não terem conseguido explicar racionalmente a origem  das coisas. E eles procuravam na razão, no racional, a origem das coisas.
Segundo Hegel, o desenvolvimento da filosofia grega somente foi possível “pelo desaparecimento da sociedade patriarcal, pelo surgimento das cidades livres e organizadas em leis”.
O homem grego era político e pensador e não um mago ou religioso. Essas as origens do pensamento ocidental, do nosso pensamento.
(Excerto do livro “Pequena história da filosofia ocidental”, Compacta gráfica  e editora, e-mail: compactg@terra.com.br)

*) Luiz Carlos Bedran, jornalista, advogado, cientista social e escritor. Procurador do Estado de São Paulo, aposentado. Membro da Loja Maçônica Caridade III, oriente de Araraquara/SP. Editor do jornal maçônico O COMPANHEIRO.


sexta-feira, 20 de maio de 2016

ACIMA
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Prédio que pertenceu à A.'.R.'.L.'.S.'. Obreiros do Porvir, na cidade de Nazaré da Mata PE 
construído pelo Ir.'. Francisco Porfírio de Andrade Lima,a fim de servir à União dos artistas e músicos do Brasil, encontra-se em ruínas, sendo explorado comercialmente
pela Fundação São Vicente de Paula, que ingressou com pedido de Usucapião, sendo-lhes concedidos em seguida pleno direito de uso e exploração, sem sequer, ter sido
informado às potências maçônicas do nosso Estado.

Triste visão e triste fim, para algo de tamanha importância
histórica para o povo pernambucano; para o Brasil.

quinta-feira, 14 de abril de 2016

TENTANDO RETIRAR O “S”DA CRISE
Irm Antônio do Carmo Ferreira

A humanidade brasileira está muito perturbada. Uma ilha cercada por um mar de vicissitudes por todos os lados. Pior ainda é que essas mazelas avançam nas contaminações, colocando todos contra todos, cada um querendo se salvar, exacerbando a intolerância, parecendo um regresso aos tempos do Leviatã de Thomas Hobbes em que “o homem era o lobo do homem”.
Parou tudo. Menos o desgaste que se danou a crescer. Não se fala em prosperidade, tampouco em amor à Pátria. Só se fala que fulano tem graves defeitos e beltrano, mais ainda. E eles lutam por escapar das garras da difamação. Nas repartições, nas praças, no Congresso, os planos têm a ver com a salvação pessoal. Mas nacional, nenhum plano. Não importam o desemprego, a inflação, a queda da produção, a mediocridade da educação, nem como nos veem os do Exterior.  De repente é aquela história: “cada um por si, Deus por alguns e o diabo por todos.” Candidato não falta para a ocupação do poder. É “uma luta renhida” para chegar lá. Mas cadê o projeto para a retomada do desenvolvimento brasileiro? Nisso não se fala. Foge-se disso com maior velocidade que, segundo Ferreira de Catuama, “o diabo foge da cruz”.
Entendo que já ultrapassamos o tempo de construção da crise. Isto só tem deixado prejuízo e sofrimento para a Nação brasileira. Que venha, agora, e já,  o tempo de se retirar o S da crise. É urgente que se crie um modo de operar a prosperidade do País. Cada um ponha a mão na consciência, especialmente os que ainda não se contaminaram. Vamos pensar na colheita, pois que não será diferente do que for semeado, como inspira o apóstolo Paulo em Carta aos Gálatas.
De minha parte, sugiro não esquecerem a educação, ressaltando as diretrizes estabelecidas pela Lei 13.005, de 25/06/2014, que aprovou o PNE, vigente até 2024. “Erradicar o analfabetismo; universalizar o atendimento escolar; melhorar a qualidade da educação: formar para o trabalho e para a cidadania, com ênfase nos valores morais e éticos; superar as desigualdades educacionais, com ênfase na promoção da cidadania e na erradicação de todas as formas de discriminação; promover o princípio da gestão democrática na educação pública; e a promoção humanística, científica, cultural e tecnológica do País.”
É preciso dar um freio nessa história dos interesses pessoais. Antes de tudo está a Pátria, estão os interesses nacionais. E para isto se torna necessário que o Brasil triplique os investimentos em educação, assuma a responsabilidade educacional, “de forma a atingir, no mínimo, o patamar de 7% do PIB brasileiro no 5º ano de vigência do PNE e o equivalente a 10% do PIB ao final do decênio, isto é, em 2014”.
Lembremos as idéias de Sua Santidade Paulo VI, em sua encíclica Populorum Progressio, “o desenvolvimento é o novo nome da paz”, portanto sem o exercício da virtude da tolerância e da paz entre as pessoas vai ser impossível a consecução do progresso, que encontra suas raízes na educação. Então retire o S da crise, que paralisa e destrói. Crie.